Parque Nacional da Serra da Capivara

06/03/2017


Ambiental Turismo
O Parque Nacional da Serra da Capivara pode ser considerado um oásis na região semi-árida do sudeste do Piauí. O acesso se dá por diversos pontos, sendo o mais recomendado através do aeroporto de Petrolina que recebe voos diretos a partir de diversas capitais. É uma cidade moderna, às margens do rio São Francisco e com a economia centrada na agricultura irrigada. Fazendas de manga, uva e produção de vinho são abertas aos visitantes. Um agradável passeio no calçadão as margens do grande rio oferece a oportunidade de conhecer a rica culinária do sertão.

Um museu ao ar livre que guarda a principal coleção de arte pré-histórica do planeta. Esse já seria um motivo suficiente para desembarcar no Parque Nacional Serra da Capivara, dono de tesouros arqueológicos que estão entre os mais antigos registros de ocupação humana das Américas. São 400 sítios com mais de 30 mil pinturas rupestres. As trilhas pela caatinga rumo a desfiladeiros e cavernas que testemunham histórias de civilizações de mais de 18 mil anos têm ainda outros atributos naturais como rochas com formatos enigmáticos, cânions, pontes de pedra, uma flora colorida que se destaca entre paredões laranjas. Evidencias indicam a presença humana nas Américas há mais de 50 mil anos e a região desperta a atenção dos antropólogos do mundo inteiro.

As trilhas pelos diferentes circuitos do parque são seguras e bem estruturadas. Há opção, inclusive, de visitação de alguns sítios arqueológicos à noite com iluminação que dá um charme especial às exóticas figuras.

Depois dos dias de exploração ao ar livre, é imprescindível visitar a exposição do Museu do Homem Americano, que revela a evolução do homem pré-histórico no continente através de 90 peças como fragmentos de cerâmica, ferramentas e outros resquícios de diferentes civilizações.

Um atrativo exclusivo e pouco conhecido dos brasileiros de outras regiões é a caatinga. Essa riquíssima e variada vegetação do semi-árido é única no mundo e a partir das trilhas do Parque Nacional é possível conhecer plantas que o sertanejo aprendeu a utilizar como remédio, alimento ou para sua sobrevivencia. Belas flores estão presentes na época das chuvas, de dezembro a maio. Na seca a mata sem folhas apresenta um encanto especial e a rica fauna da região pode ser mais facilmente avistada próximo aos poucos reservatórios de água.

Para quem se interessa em conhecer essa bela região, planejamos uma viagem especial para outubro de 2017 aonde, além dos atrativos normalmente visitados em Petrolina e no parque nacional teremos a oportunidade conhecer de perto as pesquisas arqueológicas e conversar com cientistas da equipe de professora Niéde Guidon, além de visitar comunidades tradicionais sertanejas e conhecer de perto o modo de vida e a cultura típica dos moradores dessa região.