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Presidents' Club
02/12/2009
Em suas palavras, "o MST é um grupo totalitário que não tem interesse na reforma agrária, mas no poder. Eles (do MST) não querem que títulos de terras sejam dados diretamente aos assentados, mas que os assentados fiquem subordinados a eles". No entanto, o sr. Hafers ponderou que o MST levantou a questão da pobreza no campo.
Ele afirmou ainda que a agricultura familiar cumpre "função social importante e função econômica suficiente, enquanto os grandes produtores são mais eficientes economicamente, mas não socialmente". O Brasil, disse, precisa de ambos. "Não há falta de alimentos. Se há problema, é de renda. E ajudamos a resolver esse problema também".
Ainda conselheiro da SRB e do Conselho Nacional do Café (CNC), o sr. Hafers avalia que é "inevitável e desejável a industrialização de produtos agrícolas para maior valor agregado". Classificou como injusta a precificação dos produtos. "As margens da agricultura são mínimas. Sou a favor de um governo regulador e indutor para que ele não se torne produtor e interventor".
Para o ex-dirigente da SRB, a infraestrutura voltada para a agricultura está sendo desenvolvida por pressão e não por planejamento. "Temos de ter produção para pressionar planejadores. Essa produção está pressionando para a construção de estradas e portos".
O palestrante apontou o mercado como limitação para que o Brasil se torne um grande produtor de grãos e comida do mundo. "Estamos em transição, passando para um modelo gerencial. Temos de produzir o que vende e não vender o que produzimos. Temos de convencer o Itamaraty sobre a importância da agricultura". Ele defendeu os transgênicos. "Com transgênicos, dobraríamos a produtividade e reduziríamos o uso de inseticidas".