ECOFOCO - Boletim informativo do Grupo Ecogeo Edição Agosto de 2009.

21/08/2009


Grupo Ecogeo
http://www.ecogeo.com.br
Boletim informativo

Nós do Grupo Ecogeo sentimo-nos orgulhosos em atuar, há 29 anos, como líder em consultoria ambiental, com as principais entidades fiscalizadoras e grandes empresas do País pela busca do desenvolvimento sustentável.
E com este mesmo propósito, decidimos criar o EcoFoco para abrir um canal de diálogo, um instrumento de discussão e troca de informações sobre as questões relevantes ligadas ao meio ambiente, e queremos compartilhar com parceiros, instituições, empresários, formadores de opinião, estudantes e governo ideias, fatos e visões sobre as projeções para o bem do planeta. O EcoFoco, que terá a periodicidade bimestral, será um canal de comunicação para todos que se preocupam com os efeitos do aquecimento global e o rumo das mudanças climáticas. Esperamos que goste da primeira edição do boletim, que segue abaixo.

Boa leitura!

Ernesto Moeri
Presidente Grupo Ecogeo

 

 

 

Geoklock e Urban Systems reúnem seus conhecimentos e oferecem soluções para recuperação de terrenos ociosos ou subutilizados contaminados.


Por mais de décadas, atividades industriais potencialmente poluidoras se desenvolveram em torno dos grandes centros urbanos. Com o passar dos anos, acabaram englobadas pelas cidades devido ao crescimento da malha urbana. A migração dessas indústrias para novas áreas industriais resultou no aparecimento de um número expressivo de terrenos abandonados ou subutilizados, situados em áreas urbanas atrativas, mas que frequentemente são desprezados para o desenvolvimento de novas ocupações devido à presença de passivos ambientais, riscos financeiros e incertezas judiciais envolvidas.

A Geoklock, líder no mercado ambiental na investigação e remediação de áreas contaminadas, e a Urban Systems Brasil, empresa dedicada à análise de oportunidades e riscos de empreendimentos urbanos, têm uma área de negócios dedicada a analisar, quantificar e planejar as possibilidades de recuperação de áreas impactadas.

Segundo levantamento estatístico dos órgãos oficiais, o custo de recuperação de áreas contaminadas em regiões centrais das grandes cidades é, em média, 20% do valor do terreno recuperado. O investimento possibilita lucros se a reutilização do terreno sugerir a implantação de empreendimentos imobiliários compatíveis com as demandas e necessidades do mercado e das cidades.

Os brownfields, termo que designa instalações industriais e comerciais abandonadas, ociosas ou subutilizadas com presença de passivos ambientais, seja contaminação de solo ou de águas subterrâneas, são uma nova oportunidade de negócios para solucionar este problema.
"O que antes era uma área inútil e com potenciais riscos à população pode, através da remediação, estimular empreendimentos imobiliários e ainda proteger as áreas verdes remanescentes, importantes para o equilíbrio ambiental. O resultado deste trabalho é indicar as possibilidades mais vantajosas de ocupação, a quantificação dos passivos ambientais e os custos e prazos para a total recuperação da área", diz Jaime Ohata, presidente da Geoklock, que faz parte do Grupo Ecogeo.

Os trabalhos de remediação permitem a eliminação dos riscos relacionados ao passivo ambiental, o que permite sua ocupação antes da recuperação total da área, gerando uma renda imediata para os empreendedores com objetivo de custear os trabalhos de remediação.
Um terreno contaminado deixa de render impostos para as autoridades, empregos para a população e receita para seus proprietários.

Recuperação urbana
Após as medidas de ocupação serem definidas e aprovadas pelos órgãos ambientais, os terrenos voltam ao mercado com um valor agregado pela análise mercadológica e pela quantificação exata dos passivos. "Com a recuperação dos seus brownfields, que deixa estes prontos para novos empreendimentos, as cidades livram-se de terrenos antes condenados ao abandono e podem revitalizar bairros inteiros", diz Thomaz Assumpção, da Urban Systems.
Geoklock e Urban Systems reúnem seus conhecimentos e oferecem soluções para recuperação de terrenos ociosos ou subutilizados contaminados.

 

Grupo Ecogeo marca presença na 21ª edição da Expo Usipa.

 

Geoklock, Biosol e Bachema receberam o público em um estande, onde apresentaram os serviços desenvolvidos pelas empresas, conhecidos pela liderança no mercado de consultoria e engenharia ambiental. Empresas prestigiam a USIMINAS, um dos clientes do Grupo.

O Grupo Ecogeo participou da 21ª edição da Expo Usipa, maior feira da indústria, comércio e prestação de serviços, que aconteceu entre os dias 22 e 26 de julho, em Ipatinga, Minas Gerais.

As empresas do Grupo Ecogeo representantes no evento foram a Geoklock, Biosol e Bachema, que tiveram um estande especial na feira. O objetivo da participação foi prestigiar a USIMINAS, um dos clientes do Grupo. "Foi uma oportunidade única, pois demos abertura às empresas representativas do setor ambiental sendo os pioneiros no evento, que é voltado para indústrias, fornecedores, comércio e prestação de serviços, relata Margarete Sugiura, diretora executiva da Biosol.

Instituição com 50 anos de existência, a Usipa está localizada em uma região privilegiada para a promoção dos negócios. O Vale do Aço abriga grandes empresas do setor siderúrgico e de celulose. A Expo Usipa se destaca por sua estrutura voltada para a promoção das marcas, realização de negócios e abertura de novos mercados.

"Nossos serviços foram consolidados e oferecidos de forma complementar junto à USIMINAS e este encontro de negócios nos ajudou a estreitar a relação de trabalho já existente com a empresa", comenta Wagner Pisciottano, diretor executivo do Bachema.

Nesta edição, a Expo Usipa contou com 211 estandes, 5% a mais do que na última edição, dispostos em uma área 15 mil m2. A exposição recebeu cerca de 38 mil visitantes em cinco dias.

O biocombustível do futuro.


O Grupo Ecogeo ganhou mais uma empresa: a Algae Biotecnologia, voltada ao desenvolvimento de sistemas de produção de biocombustíveis e mitigação ambiental a partir do cultivo de microalgas. As soluções tecnológicas da Algae são construídas sobre três pilares básicos: pesquisa e desenvolvimento, aplicabilidade comercial e sustentabilidade ambiental.
O Grupo Ecogeo teve a oportunidade de conhecer esta promissora tecnologia durante uma apresentação no "Programa New Ventures", organizado pela Fundação Getulio Vargas e World Resources Institute, em 2007. Este programa divulga a investidores e parceiros, novos empreendimentos cujos negócios baseiam-se no uso sustentável de recursos naturais, energias renováveis, produção limpa, ecoturismo, reciclagem e processos inovadores.

"O grande potencial de expansão deste segmento no Brasil e no exterior, além de fortes sinergiais com outras áreas de atuação do grupo, levaram à criação deste novo empreendimento, que se somará aos esforços do Grupo Ecogeo em desenvolver novos negócios e fomentar o grau de sustentabilidade dos já existentes", declara Ernesto Moeri, presidente do Grupo.

Para o desenvolvimento tecnológico da Algae, com investimento previsto de R$ 5 milhões durante 30 meses, os respectivos recursos financeiros foram disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Agência Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e de uma contrapartida do Grupo Ecogeo. O projeto contará com o grupo técnico da própria empresa, além de parcerias com universidades e centros de pesquisa.

Quem estará à frente da operação é o engenheiro-agrônomo Sergio Goldemberg, gerente técnico da recém-criada empresa. Sergio, formado pela ESALQ-USP, em Piracicaba, trabalha neste setor há três anos, tendo formatado o conceito de exploração técnica, hoje realizado pelo Grupo Ecogeo. Anteriormente, exerceu cargos em áreas técnicas e gestão comercial em empresas fabricantes de equipamentos para irrigação agrícola no Brasil e Estados Unidos. Durante dois anos, foi também commercial officer responsável pelo setor agro-industrial junto ao Consulado Geral do Canadá em São Paulo.

Biodiesel de Microalgas
As microalgas, quando cultivadas artificialmente, geram uma enorme quantidade de biomassa rica em óleo, que pode ser extraído e transformado em biodiesel. Estes microorganismos têm taxa de crescimento muito superior a espécies oleaginosas como soja, mamona e pinhão-manso, utilizadas atualmente para a produção de biodiesel, proporcionando produções muito maiores, em áreas reduzidas, sem competição com a produção de alimentos, e de maneira ambientalmente sustentável. Além disso, cultivos de microalgas têm sido realizados visando à produção de biomassa para a obtenção de compostos naturais com alto valor no mercado mundial, os quais podem ser empregados no desenvolvimento de alimentos funcionais, por suas propriedades nutricionais e farmacêuticas.

E não é só isso. As microalgas utilizam CO2 em seu metabolismo e suas áreas de cultivo transformam-se em verdadeiros campos de sequestro destes e outros gases causadores de efeito estufa e aquecimento global.

Avaliação positiva para redução de emissão de carbono no Brasil.

 

Projeto de lei que trata da política estadual de mudanças climáticas assinado pelo governo de São Paulo em tramitação na Assembleia Legislativa prevê estratégias amplas para o setor.

O projeto de lei que trata da política estadual de mudanças climáticas assinado pelo governo de São Paulo e em tramitação na Assembleia Legislativa recebeu avaliação positiva de representantes da Geoklock, Vinicius Ambrogi e Timothy Cowman. Em palestra realizada pela Câmara de Comércio Suíço-Brasileira (Swisscam), no mês de julho, os profissionais, que trabalham no Departamento de Soluções em Carbono do Grupo, debateram o tema: "Metas e comercialização de emissões de carbono na Europa e perspectivas para o Brasil".

O projeto de lei que tramita na Assembleia prevê estratégias amplas, entre elas a participação da sociedade, registro público de emissões, ações setoriais, benefícios fiscais e estímulos à implantação de projetos "MDL" (mecanismos de desenvolvimento limpo). Conforme o projeto, idealizado entre fevereiro e julho de 2008, há a meta de redução de 20% por unidade de oferta primária de energia em 2020, tendo como base o inventário do ano de 1990.

"As leis (a do estado e a do município de São Paulo) são novas. Muitos outros itens poderiam ser incluídos, por exemplo, metas em outros setores, estabelecimento de incentivos mensuráveis e regras para selos em produtos e serviços. Em geral, o conteúdo da lei estadual, por exemplo, é positivo, pois é importante e interessante haver princípios como poluidor pagador, benefício fiscal para projetos ambientalmente corretos com melhorias em emissões e também metas de redução setoriais, como vem ocorrendo na Europa", comenta Ambrogi.

A crise financeira internacional provocou um efeito positivo, pelo menos para o meio ambiente. "O preço de carbono está baixo porque caiu o consumo de energia na Europa. Baixou a demanda para compensar as emissões. No Brasil, a quantidade de emissões de carbono do setor industrial e de energia também sofreu redução devido à queda no consumo", disse Cowman.

Segundo ele, a redução de emissão de gases do efeito estufa pode acontecer por meio de melhorias no processo industrial, projetos de eficiência energética, troca de combustível e manejo dos resíduos. O mercado de carbono movimentou US$ 126 bilhões em 2008, segundo o State and Trends of the Carbon Market. O Brasil, que ocupa o quarto lugar no ranking dos maiores emissores do mundo, tem 165 projetos registrados na Organização das Nações Unidas.

Projeto Jufari é destaque na imprensa internacional.


O projeto, de implantação de uma base científica de pesquisas climáticas na Bacia do Rio Negro, criado pelo Instituto Ekos Brasil, foi notícia em reconhecidas publicações da Europa.

Duas reportagens publicadas recentemente pela revista alemã Focus e pelo jornal suíço Weltwoche apresentaram o Projeto Jufari, criado pelo Ekos Brasil, organização sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável e preservação da biodiversidade, apoiada pelo Grupo Ecogeo. O projeto, de implantação de uma base científica de pesquisas climáticas na Bacia do Rio Negro, na floresta amazônica, para preservação, determinação do estoque de carbono e garantia da dignidade e independência econômica da população local, é uma contribuição para evitar e/ou diminuir o desmatamento das florestas tropicais.

O foco do projeto é a preservação dos serviços ambientais prestados pelo bioma amazônico e a garantia da estocagem de pelo menos 6 milhões de toneladas de carbono existentes na sua área de 30 mil hectares. Os trabalhos integram projetos de desenvolvimento sustentável com a população local, tais como produção de mel silvestre de abelhas meliponas e apoio a infraestrutura da região, com ênfase no tratamento de água potável.
Baseando-se na entrevista dada por Ernesto Moeri, presidente do Grupo Ecogeo, aos dois veículos, ambos destacaram a importância da proteção das florestas tropicais e a garantia de sua conservação via incentivos financeiros que oferecem a possibilidade de elaborar fundamentos científicos para dialogar, no âmbito político e econômico, sobre as reais recompensas geradas pela defesa da Amazônia.

As matérias mostram o quanto os países industrializados anseiam por uma proteção ampla das florestas tropicais, tão importante para equilibrar o clima mundial. Esta iniciativa é fator fundamental para contribuir com a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas, e posiciona o papel do Brasil em ativar a proteção de uma das maiores biodiversidades do nosso planeta, fator decisivo para o futuro e o bem da humanidade.

Nova lei estadual de áreas contaminadas no Estado de São Paulo representa grande avanço para o setor.


Atualmente, segundo a Cetesb, os postos de combustíveis respondem pelo maior número de contaminações, com 1.953 áreas, seguida do setor industrial, que registra áreas.

O Governo do Estado sancionou o projeto de lei 13.577, de 8 julho, que dispõe sobre as diretrizes e procedimentos para o gerenciamento de áreas contaminadas no Estado de São Paulo. A nova norma trata da definição e caracterização de áreas contaminadas, da instituição de um cadastro público para conhecimento dessas áreas, da responsabilidade do poluidor quanto à identificação e remediação dos locais identificados como contaminados, da classificação dessas áreas pelo risco que oferecem e das infrações e penalidades que o responsável por esses locais está sujeito.

O projeto introduz novos e importantes instrumentos para o seu gerenciamento e representa um grande avanço para o setor. "Dentre todos os pontos positivos, o mais significativo é a criação do Fundo Estadual para Prevenção e Remediação de Áreas Contaminadas (FEPRAC), vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA), para remediação de áreas, principalmente daquelas em que não seja possível identificar os responsáveis pela contaminação. Os recursos deste fundo terão como receita dotações ou créditos específicos consignados no orçamento do Estado, transferências do governo federal e dos municípios destinados à execução de ações de controle ambiental no Estado, provenientes também de ajuda e cooperação internacional, de compensações ambientais e, ainda, de 30% do montante arrecadado com multas aplicadas pelos órgãos ambientais aos responsáveis pela contaminação do solo", diz Rodrigo Coelho, geólogo e gerente técnico da Geoklock.

Na impossibilidade de identificação ou localização do responsável legal pela área contaminada, a Cetesb comunicará ao Cartório de Registro de Imóveis, para que seja divulgada, conjuntamente com as demais informações referentes à matrícula do imóvel a contaminação da área.

Em maio de 2002, a Cetesb divulgou pela primeira vez a lista de áreas contaminadas no Estado, registrando a existência de 255 áreas. Os dados estão sendo constantemente atualizado e, após oito atualizações, o número de áreas contaminadas totalizou, em novembro de 2008, 2.514 áreas com problemas de contaminação no solo. Os postos de combustíveis respondem pelo maior número de contaminações, 1.953 áreas, seguida do setor industrial, com 337 áreas.

Artigo - Inventário de emissões de carbono

Por que investir agora, no inventário de emissões de carbono de uma empresa?

(Mario Machado, consultor e auditor da Geoklock)

A pergunta mais frequente feita pelos empresários sobre o assunto, principalmente neste momento de crise, é: "O que eu ganho com isso?"
Com toda franqueza, não podemos deixar de responder que o inventário de carbono não traz nenhum ganho imediato para a empresa. Ao mesmo tempo, porém, é muito fácil entender que, começando pelo inventário, pode-se conseguir economias significativas a curto prazo e evitar perdas e prejuízos no futuro.

Por exemplo, se por qualquer razão, a sua empresa decidir, mais pra frente, se engajar em um programa de redução de emissões de carbono - seja pela necessidade de melhoria da imagem, seja para responder a exigências de empresas usuárias ou importadoras de seus produtos - como otimizar a contabilização da redução de suas emissões, se ela não tiver tomado a precaução de ter estabelecido, previamente, uma baseline dessas emissões?

Além disso, como conhecer os pontos críticos de emissão de carbono nos processos produtivos? Não raramente, é justamente nesses pontos que aparecem as principais oportunidades de melhorias operacionais, o que pode se transformar em ganhos reais, muitas vezes a curto prazo e sem necessidade de investimentos. É bom lembrar que o mau uso e os desperdícios de energia estão quase sempre escondidos nesses pontos e podem ser revelados por um bom inventário de emissões de carbono.

Como responder antecipadamente, livre das pressões de última hora, às tendências da legislação e do mercado de créditos de carbono?

Quantos empresários já sabem que existe uma Lei Municipal em São Paulo, que estabelece metas de redução de emissões de carbono a curto e médio prazos? E ainda, que um Projeto de Lei sobre o mesmo assunto está em vias de ser encaminhado à Assembléia Legislativa no Estado de São Paulo?

Quantos, ainda, pararam pra pensar que, com a mais que provável adesão dos Estados Unidos ao novo protocolo sobre redução de emissões de carbono que deverá sair da reunião de Copenhague no final deste ano, estima-se que o mercado de créditos de carbono passe dos atuais US$ 120 bilhões a US$ 1 trilhão em menos de 20 anos?

Será mesmo, que adiar o inventário de emissões de carbono só por causa da crise é uma boa ideia?