Mensagem do Presidente

11/04/2008
Christian Hanssen

Relatório Anual 2007; pág. 18
No primeiro momento queria agradecer meu time da Câmara, dar as boas-vindas aos novos colaboradores e desejar-lhes um futuro promissor, assim como para aqueles que nos deixaram no decorrer do ano. Houve mudanças consideráveis de pessoal. No entanto, a integração dos novos funcionários foi bem feita, não havendo interrupções da qualidade dos serviços.

Para uma organização pequena como a nossa, destacar-se é de suma importância, o que significa fornecer serviços de alta qualidade através de colaboradores motivados.

De vez em quando é necessário parar, isto é, sair do dia-a-dia e analisar o trabalho prestado e, mais importante, definir possíveis melhorias. Por esta razão, a diretoria se reuniu em um fim de semana em agosto de 2007 para refletir tanto a situação atual quanto as mudanças necessárias.

Antes deste workshop foi feito um diagnóstico inicial junto aos nossos associados, o qual demonstrou de modo geral um alto índice de satisfação de nossos associados e parceiros.

Olhando os números das atividades principais, nota-se que houve um aumento significativo em consultas comerciais e, não de menor importância, em organização de eventos e feiras. O número de associados está em constante fase de um leve crescimento.

Importante é citar que a porcentagem das anuidades diminuiu de 46% (2006) para 35% (2007) dentro da receita total, tendência essa que demonstra claramente um peso maior da Câmara no papel de prestadora de serviços.

Depois de analisar os pontos fracos bem como os pontos fortes, foram definidos cinco projetos prioritários a serem desenvolvidos no decorrer deste e do próximo ano, sempre orientados pela missão da SWISSCAM que é:

“Acreditando em ética, transparência, determinação, usaremos nosso atendimento personalizado e relacionamento com entidades governamentais suíças para sermos reconhecidamente o mais importante e preferido canal de facilitação de negócios entre o Brasil e a Suíça”.

Julgo oportuno informar que isso incluiu também apoiar empresas brasileiras com planos de instalar-se na Suíça, fato esse em expansão. A Suíça fornece diversas vantagens como mão-de-obra multicultural qualificada aliada a uma infra-estrutura desenvolvida e a baixos impostos. A situação geográfica favorece a expansão para o resto da Europa.

Procurar sempre o diálogo entre o empresariado e a classe política é um dos principais focos da SWISSCAM. Visando este objetivo, consideramos um sucesso a possibilidade de um grupo de executivos das grandes empresas suíças terem tido a oportunidade de conversar entre quatro paredes com a ministra da economia da Suíça, Doris Leuthard, por ocasião da sua visita ao Brasil. É com grande satisfação que percebemos que os números e fatos apresentados pelo empresariado suíço contribuíram para formar a sólida base de conhecimentos assimilados por Doris Leuthard e discutidos em mais alto nível com os seus colegas no governo brasileiro.

Estamos confiantes que o valioso trabalho da Comissão Mista Brasil-Suíça para Relações Comerciais e Econômicas será um grande incentivo para melhorar ainda mais as relações bilaterais entre os nossos países.

O ano 2007 passou econômico-socialmente num plano positivo. Não é este o momento de citar os números conhecidos e positivos do crescimento econômico, inflação baixa, moeda forte, balanço comercial e de pagamento positivo, mas também apreciar o decréscimo dos níveis de pobreza.

Esse momento positivo é primordialmente a conseqüência de um mercado mundial aquecido pedindo mais produtos e matéria-prima de toda natureza. O forte Real ajudou a controlar a inflação e tornou possível uma modernização do parque industrial.

Infelizmente no campo interno, a atual situação positiva do Brasil não foi e não está sendo usada para mudar velhas posturas, no sentido de aumentar permanentemente os impostos ao invés de reduzir custos. Vale ressaltar que o montante pago é gasto para o pagamento da “máquina estatal” e para fins obscuros, em detrimento da infra-estrutura e de outros investimentos tão necessários para a economia brasileira. Esse movimento é fortemente enraizado na classe política podendo gerar uma situação extremamente difícil em tempos menos favoráveis. A sociedade civil como um todo deve se organizar para pelo menos discutir este assunto. Esse processo requer de uma maioria da população um nível considerável de entendimento e interesse em exigir uma administração justa visando o bem comum. Este esforço demanda bastante tempo. No entanto, há sinais positivos nesta direção.