Mensagem do Presidente
Relatório Anual 2005; pág. 15
Estas dificuldades fazem com que o Brasil fique atrás de países como China, Rússia e Índia em termos de atração de investidores. E as vantagens que este imenso país oferece acabam sendo engolidas. A política do Ministro Furlan e o esforço da equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior são até promissoras, mas o processo de colocar o trem nos trilhos é demorado. Com isto, outros países levam os negócios que o Brasil poderia muito bem executar.
A esperança atual parece se concentrar na energia sustentável. O mundo todo está de olho no Brasil e seu enorme potencial como produtor de álcool e biodiesel, a partir do plantio de cana-de-açúcar e plantas oleaginosas. Com seu clima favorável e a imensidão de território disponível, o Brasil oferece, mais do que qualquer outro país no mundo, condições ideais para que estes programas sejam um sucesso. Mas aqui também vale lembrar que é preciso de incentivos, segurança e acesso a financiamentos para que tais projetos decolem.
Mesmo com todos os empecilhos, o Brasil sem dúvida ainda é um mercado bem interessante, pelo seu volume e pelas oportunidades de negócio que oferece. Empresas suíças instaladas há muito tempo no país continuam fiéis às suas atividades no país e confiantes em relação ao futuro. Observamos que empresas suíças de olho no Brasil precisam, em primeiro lugar, de uma consultoria jurídica e empresarial de alta qualidade para não cair em armadilhas. Esta é uma das principais atividades dos nossos trade officers, além de responder a mais de 600 consultas comerciais por ano e acompanhar PMEs nos seus primeiros passos comerciais no Brasil. Uma das maiores motivações destas PMEs vem da oportunidade de participar em nossos estandes em feiras internacionais. Ao longo de sete meses, foram três pavilhões coletivos, onde empresas suíças puderam se apresentar ao público latino-americano. Foi o caso da FIMAI (Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial), da HOSPITALAR (Feira para o ramo hospitalar) e do CIOSP (Congresso Internacional de Odontologia).
Sempre de olho em novas oportunidades, a SWISSCAM incentivou seu apoio a empresas brasileiras interessadas em entrar no mercado europeu através da Suíça. Oferecemos a empresas brasileiras a identificação de canais de distribuição e procura de parceiros e potenciais clientes, sempre com o cuidado de garantir que elas tenham o potencial necessário para atender a eventuais futuras demandas e apresentem estabilidade e qualidade compatíveis às exigências do mercado suíço.
As anuidades pagas pelos associados representam menos que a metade da receita total da Câmara, sendo que a parte maior de nosso orçamento provém de serviços como consultas, pesquisas, estudos de mercado e organização de projetos e eventos. Mesmo com um câmbio desfavorável, o orçamento da SWISSCAM continua balanceado e conseguimos atrair novos associados. A representação no Rio de Janeiro tem foco em eventos maiores, realizados em conjunto com outras entidades, o que trouxe significativamente mais participantes aos eventos na Cidade Maravilhosa.
Após seis anos como presidente da SWISSCAM entrego o cargo ao meu sucessor. Gostaria de ressaltar que foi um prazer e um grande desafio presidir a SWISSCAM ao longo destes anos. Gostaria de agradecer à equipe da SWISSCAM, que sempre trabalhou de forma integrada, dinâmica e motivada. Desde já fico também à disposição da nova diretoria para trocar experiências e colaborar para que a SWISSCAM seja cada vez mais uma referência nacional e internacional de integração e estímulo ao mercado entre esses dois países tão diferentes, mas igualmente queridos por mim.